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	<title>lala learning</title>
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	<description>pensando em educação, subjetividade, tecnologia e num título pra este blog.</description>
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		<title>me ocorre</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 20:15:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Me ocorre que a ideia de rizoma está ligada à ideia de crescimento não-ordenado. De ocupação e (re)formação de territórios, de invasões selvagens (mas também de espaços formais, previstos, calculados &#8211; Brasília ou a minha zona portuária pelotense); O rizoma inclui tudo isso, inclui o liso e o estriado? A Zona Autônoma Temporária e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me ocorre que a ideia de rizoma está ligada à ideia de crescimento não-ordenado. De ocupação e (re)formação de territórios, de invasões selvagens (mas também de espaços formais, previstos, calculados &#8211; Brasília ou a minha zona portuária pelotense); O rizoma inclui tudo isso, inclui o liso e o estriado? A Zona Autônoma Temporária e a Tradição, Família e Propriedade? Inclui o google books e o 4shared? </p>
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		<title>O Ato de criação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 12:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[deleuze]]></category>

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		<description><![CDATA[Post indecentemente surrupiado do blog do Douglas Dickel, que anda lendo as mesmas coisas que eu.
Gilles Deleuze &#8211; O ato de criação
Palestra de 1987. Folha de São Paulo, 27/06/1999. Tradução: José Marcos Macedo.
Uma voz fala de alguma coisa. Fala-se de alguma coisa. Ao mesmo tempo, nos fazem ver outra coisa. E enfim, aquilo de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Post indecentemente surrupiado do <a href="http://douglasdickel.blogspot.com/">blog do Douglas Dickel,</a> que anda lendo as mesmas coisas que eu.</p>
<p><strong>Gilles Deleuze &#8211; O ato de criação</strong><br />
Palestra de 1987. Folha de São Paulo, 27/06/1999. Tradução: José Marcos Macedo.</p>
<p>Uma voz fala de alguma coisa. Fala-se de alguma coisa. Ao mesmo tempo, nos fazem ver outra coisa. E enfim, aquilo de que nos falam está sob aquilo que nos fazem ver. Esse terceiro ponto é importantíssimo. (&#8230;) O que é isso senão aquilo que somente o cinema pode fazer? Não digo que ele o deva fazer, mas que o cinema o fez duas ou três vezes, que foram grandes cineastas que tiveram essa ideia. Eis uma ideia cinematográfica. Ela é prodigiosa porque assegura ao âmbito do cinema uma verdadeira transformação dos elementos, um ciclo que, de um golpe, capacita o cinema a fazer eco a uma física qualitativa dos elementos. Isso produz uma espécie de transformação, uma grande circulação de elementos no cinema a partir do ar, da terra, da água e do fogo. Em tudo o que eu digo, a história não é suprimida.</p>
<p>A história está sempre presente, mas o que nos espanta é o fato de a história ser tão interessante pela própria razão de ter tudo isso atrás dela e com ela. Nesse ciclo que acabo de definir tão rapidamente — a voz se ergue ao mesmo tempo que aquilo de que nos fala, voz afunda-se na terra — vocês reconheceram a maioria dos filmes dos Straub, o grande ciclo dos elementos dos Straub. O que vemos não é mais do que a terra deserta, mas essa terra deserta é como grávida daquilo que ela tem debaixo. E vocês me dirão: mas o que sabemos daquilo que ela tem debaixo? Ora, justamente aquilo de que nos fala a voz. Como se a terra se arqueasse em razão daquilo que a voz nos diz, e que vem tomar assento sob a terra em seu tempo e em seu lugar. E, se a voz nos fala de cadáveres, de toda a linhagem de cadáveres que vem tomar assento sob a terra, nesse momento, o menor frêmito de vento sobre a terra deserta, sobre o espaço vazio que vocês têm sob os olhos, o menor sulco nessa terra adquire todo o seu sentido. (&#8230;)</p>
<p>Ora, o que é uma informação? Não é nada complicado, todos o sabem: uma informação é um conjunto de palavras de ordem. Quando nos informam, nos dizem o que julgam que devemos crer. Em outros termos, informar é fazer circular uma palavra de ordem. As declarações da polícia são chamadas, a justo título, comunicados. Elas nos comunicam informações, nos dizem aquilo que julgam que somos capazes ou devemos ou temos a obrigação de crer. Ou nem mesmo crer, mas fazer como se acreditássemos. Não nos pedem para crer, mas para nos comportar como se crêssemos. Isso é informação, isso é comunicação; à parte essas palavras de ordem e sua transmissão, não existe comunicação. O que equivale a dizer que a informação é exatamente o sistema do controle. Isso é evidente, e nos toca de perto hoje em dia.</p>
<p>É verdade que entramos numa sociedade que podemos chamar sociedade de controle. Um pensador como Michel Foucault analisara dois tipo de sociedades bastante próximas de nós: as sociedades de soberania e as sociedades disciplinares. (&#8230;) A sociedade disciplinar definia-se . . . pela constituição de meios de enclausuramento: prisões, escolas, oficinas, hospitais. As sociedades disciplinares tinham necessidade disso. (&#8230;) É claro que existe todo tipo de resquício de sociedades disciplinares, que persistirão por anos a fio, mas já sabemos que nossa vida se desenrola numa sociedade de outro tipo, que deveria chamar-se, segundo o termo proposto por William Burroughs — e Foucault tinha por ele uma viva admiração —, de sociedades de controle.</p>
<p>Entramos então em sociedades de controle que diferem em muito das sociedades de disciplina. Aqueles que velam por nosso bem não têm ou não terão mais necessidade de meios de enclausuramento.</p>
<p>Com uma estrada não se enclausuram pessoas, mas, ao fazer estradas, multiplicam-se os meios de controle. Não digo que esse seja o único objetivo das estradas, mas as pessoas podem trafegar até o infinito e “livremente”, sem a mínima clausura, e serem perfeitamente controladas. Esse é o nosso futuro.</p>
<p>Suponhamos que a informação seja isso, o sistema controlado das palavras de ordem que têm curso numa dada sociedade. O que a obra de arte pode ter a ver com isso?</p>
<p>Não falemos de obra de arte, mas digamos ao menos que existe a contra-informação. Em países sob ditadura cerrada, em condições particularmente duras e cruéis, existe a contra-informação. No tempo de Hitler, os judeus que chegavam da Alemanha e que foram os primeiros a nos contar sobre os campos de extermínio faziam a contra-informação. O que é preciso constatar é que a contra-informação nunca foi suficiente para fazer o que quer que fosse. Nenhuma contra-informação foi capaz de perturbar Hitler. Salvo num caso. Que caso? Isso é de vital importância. A única resposta seria que a contra-informação só se torna eficaz quando ela é — e ela o é por natureza — ou se torna um ato de resistência. E o ato de resistência não é nem informação nem contra-informação. A contrainformação só é efetiva quando se torna um ato de resistência.</p>
<p>Qual a relação entre a obra de arte e a comunicação? Nenhuma. A obra de arte não é um instrumento de comunicação. A obra de arte não tem nada a ver com a comunicação. A obra de arte não contém, estritamente, a mínima informação. Em compensação, existe uma afinidade fundamental entre a obra de arte e o ato de resistência. Isto sim. Ela tem algo a ver com a informação e a comunicação a título de ato de resistência.</p>
<p><strong>Qual a relação misteriosa entre uma obra de arte e um ato de resistência, uma vez que os homens que resistem não têm nem o tempo nem talvez a cultura necessários para relacionar-se minimamente com a arte?</strong></p>
<p>Não sei. André Malraux (escritor e diretor francês, 1901-1976) desenvolve um belo conceito filosófico: ele diz uma coisa bem simples sobre a arte, <strong>diz que ela é a única coisa que resiste à morte. </strong>(&#8230;)</p>
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		<title>Ensaio para um resumo ingênuo</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 13:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho um fato que é dado &#8211; a irreversível popularização das TICs, e mais especificamente, das Redes Sociais entre os sujeitos da sociedade atual. Eu tenho também a percepção de que estas tecnologias são parte de uma estratégia de controle, conforme Deleuze, que substitui o poder disciplinar diagnosticado pelo Foucault. E aí eu tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho um fato que é dado &#8211; a irreversível popularização das TICs, e mais especificamente, das Redes Sociais entre os sujeitos da sociedade atual. Eu tenho também a percepção de que estas tecnologias são parte de uma estratégia de controle, conforme Deleuze, que substitui o poder disciplinar diagnosticado pelo Foucault. E aí eu tenho a necessidade do espaço escolar (e de qualquer espaço formador) como um ambiente que viabilize uma leitura crítica da realidade dada. A partir daí, eu posso (qualquer um pode) pensar em revouluções moleculares (Guattari): em subversões que transformem estas estratégias de poder em outras coisas, em novas possibilidades de vida. Eu posso tentar corromper o sistema de dentro dele, <a href="http://www.cinepop.com.br/criticas/clubedaluta.htm">Fight-Club-Style</a>. E pra isso eu posso me aproveitar das características específicas destas mesmas tecnologias: o rizoma, a descentralização, a conexão. </p>
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		<title>Ainda o rizoma: entrevista com Pierre Levy</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 12:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Engraçada a maneira como parece que as coisas nos perseguem quando estamos pensando nelas. Twist your head around, it´s all around you.
Hoje topei com essa entrevista do Pierre Levy ao G1. Levy está genuinamente interessado em sistematizar um protocolo para &#8220;automatizar a inteligência coletiva&#8221;. 
Portanto, o que precisamos é de uma metalinguagem, que possa ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçada a maneira como parece que as coisas nos perseguem quando estamos pensando nelas. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tvoEZXop4zM">Twist your head around, it´s all around you</a>.<br />
Hoje topei com essa <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1284962-6174,00.html">entrevista do Pierre Levy ao G1</a>. Levy está genuinamente interessado em sistematizar um protocolo para &#8220;automatizar a inteligência coletiva&#8221;. </p>
<blockquote><p>Portanto, o que precisamos é de uma metalinguagem, que possa ser completamente manipulável por sistemas automáticos e, ao mesmo tempo, possa ser usada para expressar qualquer tipo de ideia, ponto de vista ou teoria. Se ela limitar a expressão de uma teoria, ou de uma interpretação, não serve. Pelo contrário: ela deve ajudar a aumentar a diversidade de pontos de vista. Talvez não seja a língua que eu criei que será a base dessa revolução científica, mas haverá algo nesses moldes. E eu acredito que devemos iniciar em breve as primeiras tentativas. </p></blockquote>
<p>Outra passagem interessante (puxando brasa para o meu assado):</p>
<blockquote><p>No momento, eu chamo essa pessoa de &#8220;engenheiro semântico&#8221;. Há um lado de engenharia e um lado de ciências humanas. É algo que vai requerer um treinamento especial, provavelmente, mas como todas as profissões. Eu reconheço que, no momento, esses profissionais não existem. Algumas pessoas estão se autodenominando <strong>&#8220;arquitetos da informação&#8221;</strong> ou &#8220;engenheiros de conhecimento&#8221;. Então já surgem, de forma dispersa, os primeiros núcleos de profissionais dessa área, o que significa que não vamos partir do zero. Mas, claramente, mesmo esses profissionais de agora precisarão evoluir. Mesmo porque estou falando do futuro, de coisas que não existem ainda agora. </p></blockquote>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1284962-6174,00.html">Recomendo fortemente a leitura</a>. <img src='http://anamargarites.edublogs.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Not for the season</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 12:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[O verão vem chegando, e eu não antevejo a queda na minha atividade leitora anunciada pelo Jeff Tweedy.

Das leituras que tem me empolgado:
Silvio Gallo, Deleuze e a Educação

Comprei na minha última ida à Porto Alegre, por ocasião do Congresso Internacional de Educação na Unisinos. Devorei o livrinho em pouco tempo, e depois o reli em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O verão vem chegando, e eu não antevejo a queda na minha atividade leitora anunciada pelo Jeff Tweedy.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O5Z4gMeapuc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/O5Z4gMeapuc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Das leituras que tem me empolgado:</strong></p>
<p><strong>Silvio Gallo, Deleuze e a Educação</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="https://ssl-relativa.locaweb.com.br/livrosdeprogramaca/images/8575261002.jpg" alt="" width="130" height="173" /><br />
Comprei na minha última ida à Porto Alegre, por ocasião do <a href="http://www.unisinos.br/eventos/congresso_educacao/">Congresso Internacional de Educação na Unisinos</a>. Devorei o livrinho em pouco tempo, e depois o reli em busca de passagens para tomar nota e conceitos nos quais deveria me aprofundar. Uma ideia que tirou o sono, no bom sentido, foi a transposição de Sílvio Gallo do conceito de &#8220;rizoma&#8221; para dentro do universo da educação.<br />
Conforme Deleuze, <a href="http://geocities.yahoo.com.br/polis_contemp/dossie_deleuze_textos/platos_liberation.pdf">em entrevista publicada no jornal &#8220;Liberácion&#8221;</a>,</p>
<blockquote><p>O que Guattari e eu chamamos rizoma é precisamente um caso de sistema aberto. Volto à questão: o que é filosofia? Porque a resposta a essa questão deveria ser muito simples. Todo mundo sabe que a filosofia se ocupa de conceitos. Um sistema é um conjunto de conceitos. Um sistema aberto é quando os conceitos são relacionados a circunstâncias e não mais a essências. Mas por um lado os conceitos não são dados prontos, eles não preexistem: è preciso inventar, criar os conceitos, e há aí tanta invenção e criação quanto na arte ou na ciência.</p></blockquote>
<p>Esta relação entre conceitos e circunstâncias que caracteriza um sistema aberto (e por consequência, um rizoma), é perfeitamente relacionável com a maneira como funciona o hiperlink (que é fundamentalmente o meu instrumento de trabalho).</p>
<p><strong>Suely Rolnik, Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo</strong></p>
<p><img class="alignnone" title="suely" src="http://www.ufrgs.br/corpoarteclinica/obra/ca.jpg" alt="" width="268" height="400" /></p>
<p>Encontrei a Suely por causa de <a href="http://www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/SUELY/Antropesquizoan.pdf">um texto que foi crucial </a>pra que eu finalmente compreendesse o que é a subjetividade para Deleuze e Guattari.</p>
<blockquote><p>Arriscarei uma hipótese: a concepção de subjetividade de Deleuze e Guattari, implicada em sua teoria da clínica (a qual, por vezes, eles chamaram de “esquizoanálise”), faria eco a um dos princípios constitutivos das subjetividades no Brasil. Chamarei esse princípio de “antropofágico”, trazendo para a esfera da subjetividade, e reinterpretando, aquilo que o Movimento Antropofágico apontou no domínio da estética e da cultura brasileiras.</p></blockquote>
<p>Interessante. O conceito me atravessou no momento em que a Suely o reterritorializou, comparando-o a algo que já era familiar para mim (a antropofagia, conceito tão querido a mim e a tantos outros estudantes de arte). Era disso que Deleuze falava, quando falava em fazer rizoma, conexões, trabalhar o &#8220;entre dois&#8221;?</p>
<p>O livro Cartografia Sentimental &#8211; que chegou em minhas mãos através da minha orientadora Rosária Sperotto, em uma edição muito bonita, diferente da que ilustra este post &#8211; me fala de um fazer-cartografia que vai em busca de &#8220;mergulhar na geografia dos afetos e, ao mesmo tempo, inventar pontes para fazer sua travessia: pontes de linguagem.&#8221;</p>
<p>Exato o que pretendo. A leitura vem sendo energizante. <img src='http://anamargarites.edublogs.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Esta minha recente familiarização com as ideias de Deleuze tem me mostrado que que ele é o mais perto que eu vou chegar de uma <a href="http://letras.terra.com.br/wilco/857398/"><em>unified theory of everything.</em></a> Espero, enfim, ainda estar por aqui quando <a href="http://www.generation-online.org/p/fpfoucault5.htm">o século for finalmente Deleuziano</a>.</p>
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		<title>Folksonomia, subjetividade, cartografia</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 22:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[leituras]]></category>
		<category><![CDATA[linques do bem]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava lendo este post do Orlando, no blog Netnografando, e fiquei pensando nesta questão que ele coloca. Folksonomia é subjetividade?
Curiosamente, a questão me atinge enquanto estou em busca de uma metodologia de organização para as minhas leituras e estudos. A arquitetura de informação, meu principal campo de atuação profissional, me instrumentalizou com alguns conceitos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava lendo <a href="http://netnografando.wordpress.com/2009/07/14/internet-folksonomia-e-subjetividade//">este post do Orlando, no blog Netnografando,</a> e fiquei pensando nesta questão que ele coloca.<strong><em> Folksonomia é subjetividade?</em></strong></p>
<p>Curiosamente, a questão me atinge enquanto estou em busca de uma metodologia de organização para as minhas leituras e estudos. A arquitetura de informação, meu principal campo de atuação profissional, me instrumentalizou com alguns conceitos e (por que não?) cacoetes referentes à organização das coisas. Para um exemplo disso, basta olhar no meu flickr como é o papel de parede do meu computador.<br />
<img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3071/2496438691_8bb2317581.jpg" alt="" width="500" height="375" /><br />
No meu novo computador, criei uma estrutura de pastas para organizar as leituras.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-14 aligncenter" title="new-3" src="http://anamargarites.edublogs.org/files/2009/08/new-3.jpg" alt="new-3" width="503" height="380" /></p>
<p>Enquanto organizava estas leituras, várias falhas no meu método apareceram. Vários textos a serem armazenados comporiam, tranquilamente, o conteúdo de duas, três pastas criadas. Eu precisaria de um sistema de palavras-chave, ou de organização pela metainformação para dar conta desta característica dos textos. Então, resolvi instalar uma wiki no meu computador, onde poderei armazanar o conteúdo estudado de forma mais rizomática, anti-hierárquica. Folksonômica?</p>
<p>A folksonomia (e também a minha taxonomia pessoal, enquanto crio e organizo pastas pessoais) é uma manifestação da minha subjetividade, enquanto se produz (e se manifesta) em espaços individuais, coletivos e institucionalizados. Eu &#8220;tagueio&#8221; o conteúdo para mim e para os outros; tagueio para não me perder dele, e tagueio para que os outros possam encontrá-lo e saber que já passei por ali. Os links guardados no meu delicious mapeiam os meus interesses pessoais, os meus modos de pensar, as minhas afinidades temáticas. Se eu organizar meus links cronologicamente, inclusive, percebo como meus interesses metamorfoseiam-se ao decorrer dos dias, meses, anos (sou uma usuária antiga do delicious). É possível me cartografar pela maneira como organizo a informação que acesso, que guardo, que compartilho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>re-arrange</title>
		<link>http://anamargarites.edublogs.org/2009/07/26/re-arrange/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 12:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[frases de afeto]]></category>

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		<description><![CDATA[Que devo ser eu, eu que penso e que sou o meu pensamento, para eu ser o que eu não penso, para que o meu pensamento seja o que eu não sou?
(Michel Foucault, As Palavras e as Coisas, surrupiado daqui) 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Que devo ser eu, eu que penso e que sou o meu pensamento, para eu ser o que eu não penso, para que o meu pensamento seja o que eu não sou?</p></blockquote>
<p>(Michel Foucault, As Palavras e as Coisas, <a href="http://margensociologicas.blogspot.com/2008/12/foucault.html">surrupiado daqui</a>) </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>#lingerieday</title>
		<link>http://anamargarites.edublogs.org/2009/07/24/lingerieday/</link>
		<comments>http://anamargarites.edublogs.org/2009/07/24/lingerieday/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 18:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[linques do bem]]></category>
		<category><![CDATA[foucault]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das razões pelas quais foucault, a quem eu sei que o túlio conhece bem, me é caro – além de ter me ensinado a não tomar interpretações por fatos, e de ter me mostrado que relações de poder têm um jogo, que não são unilaterais, que o processo de sujeição, por ser processo, tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Uma das razões pelas quais foucault, a quem eu sei que o <a title="blog do túlio" href="http://tuliovianna.wordpress.com/" target="_blank">túlio</a> conhece bem, me é caro – além de ter me ensinado a não tomar interpretações por fatos, e de ter me mostrado que relações de poder têm um jogo, que não são unilaterais, que o processo de sujeição, por ser processo, tem um caráter temporal que guarda sua vulnerabilidade – é por ter mostrado que o corpo não é uma unidade monolítica posta desde sempre; que ele tem uma historicidade, como tem a própria separação entre corpo (ou <a title="túlio: @lubom sim, mas volto a questão central: por que somente a forma das mulheres tem que ser colocada à prova no Twitter? Este é o ponto!" href="http://twitter.com/tuliovianna/status/2790354190" target="_blank">forma</a>) e <a title="túlio: @lubom quando um cara olha para uma mulher desconhecida ela é um bifão! Se ela não tiver alma, não fará a menor diferença; pode ter certeza." href="http://twitter.com/tuliovianna/status/2790424951" target="_blank">alma</a> (ou mente ou consciência ou conteúdo, como queiram). Algumas feministas já mostraram como essa separação e subsequente hierarquização – a alma é diferente, e é melhor que o corpo – tem vínculo com os gêneros, ali onde a mulher se situa no campo vil e inferior da matéria, e o campo mais nobre, elevado e digno de respeito da linguagem, da razão, é masculino. Mas eu também sou meu corpo, Túlio, não menos que esse conjunto de sinapses que agora se materializa – oh, a matéria; mas, ufa, <em>essa</em> pode – na produção desse post. E eu, corpo e alma, rosto e bunda, forma e conteúdo, problematizo essa separação e essa valorização de um em detrimento do outro, e reivindico minhas capacidades cognitivas e deliberativas independentemente da instância minha – inexoravelmente minha – que eu boto na porcaria do meu avatar do twitter. seja ela da minha bunda, do meu dedão do pé, do lacinho da minha calcinha ou de um bule de chá.</p>
<p>relações de poder não são simples: entendê-las como uma imposição simples e unilateral que emana de um foco único fixo e coerente e recai sob um oprimido passivo nem começa a dar conta do recado. e esse modo de funcionamento é a sua fragilidade; sempre pode ser ressignificado. uma pessoa fisicamente constrangida – pra continuar no foucault – não participa em uma relação de poder. mas aí a figura percebe sua própria feminilidade como parte de uma rede de relações de poder e passa a ler o mundo identificando as relações de poder que se estabelecem sem problematizá-las. que se dão entre &#8220;homens&#8221; e &#8220;mulheres&#8221;, opressores e oprimidas. Pra ver uma mulher de corpo exposto sempre como um &#8220;pedaço de carne&#8221;, para reduzi-las a seus corpos sempre ali onde eles se manifestam, é preciso acreditar que mulher só pode se expressar através da palavra, através de discursos articulados, porque seus corpos estão condenados a conformar-se com uma lógica que lhes oprime; é preciso acreditar que quem gosta de minissaia e decote e corpo exposto de mulher <span style="text-decoration: underline;">é homem</span>, e uma mulher de decote é apenas o símbolo da supremacia do desejo masculino (ali onde todo o desejo é sempre masculino).</p></blockquote>
<p>Trecho do <a href="http://ebompraquemgosta.wordpress.com/2009/07/23/lingerieday-o-dia-em-que-eu-virei-um-bife/">excelente post da Lu Bom</a> sobre o #lingerieday no Twitter.</p>
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		<title>o melhor trending topic dos últimos tempos da última semana</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 18:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje eu li este texto do Paul Virilio que me fez ficar pensando por horas. Li assim que percebi que a Gabi tinha compartilhado no Google Reader, e passei a manhã trabalhando com a ideia do Virilio rodando &#8220;em segundo plano&#8221;. Fui almoçar e voltei; agora as ideias já parecem mais disformes, e resolvi registrá-las [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu li <a href="http://www.lejdd.fr/cmc/media/200928/l-instant-contre-la-democratie-par-paul-virilio_228585.html">este texto do Paul Virilio</a> que me fez ficar pensando por horas. Li assim que percebi que a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago/">Gabi </a>tinha compartilhado no Google Reader, e passei a manhã trabalhando com a ideia do Virilio rodando &#8220;em segundo plano&#8221;. Fui almoçar e voltei; agora as ideias já parecem mais disformes, e resolvi registrá-las aqui antes que elas percam a forma completamente.</p>
<p>Quantas vezes somos acometidos por essa perda de empolgação em um tema, à medida em que o tempo passa? Logo, o pensamento &#8211; que parecia tão importante &#8211; se dissolve e é substituído por outro, que é mais &#8220;novidade&#8221; do que o que vínhamos pensando antes. Acontece muito comigo: estou pensando em um assunto enquanto tomo banho, quando vou dormir (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=i-7AwA1Xp_0">between the click of the light and the start of a dream</a>), enquanto preparo meu café da manhã ou caminho de volta pra casa, no fim de um dia do trabalho. Antes mesmo que eu possa registrar minha interpretação daquele tópico, num arquivo de texto ou numa página do meu caderno de notas, já há algo que pensei depois daquilo; já há uma atualização do pensamento primeiro, ou até mesmo um conceito inteiro completamente novo.</p>
<p>Pois é quase disso que Virilio fala em seu texto. Ao dizer que &#8220;o imediatismo é o contrário da informação&#8221;, ele fala comigo e minha tendência ao deslumbramento, a sempre olhar para o (novo) ponto cada vez mais brilhante que surge no horizonte. Ele cita o caso do uso do twitter pelos manifestantes contra a fraude na eleição do Irã. Por algum tempo, o tema ocupou as Trending Topics no Twitter. O inesperado &#8211; neste caso, a morte do Michael Jackson &#8211; desviou boa parte das atenções dos usuários da plataforma, que, enquanto eu escrevo este texto, ocupa-se também com os lançamentos dos novos filmes <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wclDW5nAaBc">Harry Potter and The Half-Blood</a> Prince e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fAGpmNb2xfQ">Brüno</a>. &#8220;Lamentamos universal e instantaneamente a morte de deus show-biz, e o Irã foi forçado a sair do futuro imediato.&#8221;<br />
Mas o que isso diz sobre nós hoje, e como podemos mudar essa condição a ponto de que o imediatismo não engula a democracia possivel na internet? Como não sermos hipnotizados pela &#8220;propaganda do progresso&#8221;, que nos seduz à ilusão de que estamos participando ativamente &#8211; até que um novo acontecimento nos desvia? Virilio fala que precisamos de uma &#8220;economia política da velocidade.&#8221; Precisamos aceitar a existência do aceleramento e da desconstrução do tempo, mas não podemos aceitar que o imediatismo engula a densidade e a riqueza de informações que a Internet nos oferece. Aquela nossa inteligência já não nos serve. &#8220;Precisamos de uma inteligência coletiva hoje&#8221;.</p>
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		<title>Michael</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 17:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anamargarites</dc:creator>
				<category><![CDATA[linques do bem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda hoje, quatro dias depois da morte do Michael, se eu ligo a tv sei que em algum canal alguém estará falando nele. Ainda chovem crônicas, comentários, twittadas, charges, piadas, homenagens, lembranças. Dentre as coisas que li até agora, separo as que considerei mais interessantes:
O texto do Rogério Christofoletti me deixou com um nó na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda hoje, quatro dias depois da morte do Michael, se eu ligo a tv sei que em algum canal alguém estará falando nele. Ainda chovem crônicas, comentários, twittadas, charges, piadas, homenagens, lembranças. Dentre as coisas que li até agora, separo as que considerei mais interessantes:</p>
<p>O texto do <a href="http://monitorando.wordpress.com/2009/06/26/michael-jackson-e-eu/">Rogério Christofoletti</a> me deixou com um nó na garganta.</p>
<p>O texto de Francisco Bosco <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&amp;uf=1&amp;local=1&amp;template=3948.dwt&amp;section=Blogs&amp;post=196547&amp;blog=31&amp;coldir=1&amp;topo=3994.dwt">citado no Mundo Livro</a> é muito interessante.</p>
<p>Esta <a href="http://edition.cnn.com/2009/TECH/06/26/michael.jackson.internet/index.html">matéria CNN</a> me fez pensar um bocado.</p>
<p>E a <a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2009-06-01_2009-06-30.html#2009_06-28_20_10_03-135059040-27">charge do Mau Mau deu o que falar</a>.</p>
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